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motivo_48_/ PELA LUTA FEMINISTA_/

Ele simboliza a luta que mais atinge as mulheres, em especial as negras, as que perdem os filhos por causa da violência policial e/ou das milícias.
A gente de outros estados fica olhando a política nacional nestas eleições e aí vai vendo uma nesguinha de esperança por que vê Belém, Fortaleza e, principalmente, o Rio de Janeiro. Vê nestes lugares gente que se mobiliza pelas ideias e para mudar o mundo. Hoje, talvez o Marcelo Freixo seja a maior parte desta nesguinha.
Eu sou de Belém, moro em São Paulo e tenho familiares no Rio, familiares que eu sei que fecham com Freixo por causa da sua atuação parlamentar e na oposição difícil que faz ao governo Cabral. Mas para além dos relatos da família e de alguns amigos, eu apoio o Marcelo Freixo porque a luta que ele simboliza são dos temas que mais atingem as mulheres, em especial as negras, no Rio de Janeiro e no Brasil todo. É o debate de segurança pública onde vemos mulheres indignadas por terem perdido seus filhos por causa da violência policial e/ou das milícias, é acuidade em que mostra o desgoverno de Cabral/Paes/Dilma e sua negação de políticas públicas para as mulheres pobres e negras.
Uma das coisas que mais aprendi nestes últimos anos é que para fazer política feminista, que realmente emancipe as mulheres não basta ser mulher, é preciso ter comprometimento com as pautas dos movimentos sociais e perceber a quem mais atinge as medidas adotadas pelos governos que aí estão. É por saber disso que sei que o Freixo é um homem que está do nosso lado e do lado da nossa luta, assim como está do lado da luta LGBT e antirracista.
LUKA FRANCA É JORNALISTA, MÃE, FEMINISTA E SOCIALISTA. FOI MILITANTE E COORDENADORA NACIONAL DA EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (ENECOS), É COLUNISTA DO PORTAL ANTICAPITALISTA DIÁRIO LIBERDADE E COORDENA O CURSINHO GUERREIRA MARIA FILIPA, EM GUAIANASES, DA UNEAFRO-BRASIL.