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motivo_41_/ PORQUE O RIO NÃO ESTÁ À VENDA_/

Hoje o Rio vê medidas que atendem ao lucro de empresas e não às necessidades da população, a especuladores e não moradores.
Quando ouvi Marcelo Freixo pela primeira vez, o que mais me chamou a atenção foi quando ele citou a “participação social”. Na mesma hora, me ocorreu o quanto a sociedade carioca precisa se conscientizar da importância de tomar para si as rédeas da administração da cidade, participando ativamente das decisões sobre o local que moramos e que tanto amamos.
Quero que me represente alguém com audácia e coragem para enfrentar as regras impostas pela lei do lucro acima do valor ético e do valor humano. Precisamos de qualidade de vida, de qualidade de moradia, de qualidade de educação, de qualidade de saúde. E isso é conquista que se alcança a partir das necessidades da sociedade defendidas efetivamente por representantes na prefeitura.
Nos próximos anos, o Rio de Janeiro será talvez a cidade mais visada do mundo. Milhares de pessoas visitarão – ainda mais! – o Rio, e quais as conseqüências disso? Como receber bem mais e mais e mais pessoas, se mal conseguimos conviver bem com quem já mora aqui? É claro que isso trará muito dinheiro para a cidade, mas quem irá lucrar com esse dinheiro?
Os “ratos” (ou seriam “gatunos”) já estão fazendo a festa e as especulações já começaram! Você que mora aqui já sabe disso no preço do seu aluguel, no seu almoço, no seu transporte. Isso é visível no desenfreado crescimento imobiliário que passa por cima da tradição e da infra-estrutura de uma região; visível na falta de um planejamento de trânsito, quando estimula mais carros particulares nas ruas, mas não pensa nem nos alternativos de locomoção (bicicletas e motocicletas, por exemplo), nem mesmo em transporte de massa, num transporte público que atenda verdadeiramente àqueles que não tem ou não querem ter carros! O que vemos são medidas que só atendem ao lucro de empresas e não às necessidades da população. Vantagens que só beneficiam os que investem dinheiro a qualquer custo do cidadão.
Precisamos inverter o jogo! Precisamos fazer com que este momento seja aquele que tanto queremos: de remodelar o Rio e fazer dele a cidade digna de receber o título de Maravilhosa, não penas pela beleza que Deus já lhe deu, mas pela beleza de vida que a sua sociedade necessita e merece. Isso é possível! Queremos uma prefeitura que trabalhe em conjunto com seus moradores e não com especuladores. De uma prefeitura que defenda o bem-estar do morador!
O Rio não está à venda. Uma cidade boa para eventos internacionais, uma cidade boa para o turista, uma cidade boa para os investidores, antes de mais nada tem que ser uma cidade muito boa para seus moradores. Por um Rio melhor para mim e para o meu vizinho, eu voto em Marcelo Freixo.
JORNALISTA PELA UFF, HÁ 10 ANOS ANDRÉA CALS É COORDENADORA GERAL DA MOSTRA PREMIÈRE BRASIL DO FESTIVAL DO RIO. INTEGRA O COMITÊ DE SELEÇÃO DO FESTIVAL CURTA CINEMA E DO FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO EM ISRAEL. PRODUZ E APRESENTA O PROGRAMA SEMANAL CINEMA EM SINTONIA, NA RÁDIO ROQUETTE PINTO, ESPECIALIZADO EM CINEMA BRASILEIRO.