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motivo_35_/ PELA AGENDA DE SUSTENTABILIDADE_/

O questionamento do modelo de desenvolvimento da cidade representa toda uma nova maneira de fazer política, com a sustentabilidade no centro, e não na margem.
A candidatura de Marcelo Freixo, fundamentada no questionamento do modelo de crescimento econômico da cidade, está inteiramente conectada à agenda socioambiental. Ele é o único candidato a nos perguntar algo essencial: que economia queremos para o Rio de Janeiro? Em tempos de mudanças climáticas, faz sentido termos uma economia baseada em uma indústria suja como a de petróleo?
Além disso, apresenta propostas específicas para a agenda socioambiental. A proposta de criar uma secretaria de saneamento ambiental no Rio de Janeiro e uma política municipal de recursos hídricos. Sim, questões muito básicas, reivindicações antigas, mas que ainda não avançaram nem mesmo na cidade maravilhosa.
E ouço propostas que conectam temas complexos e podem gerar novas oportunidades socioeconômicas para a cidade, como a que lançou na semana passada, de introduzir alimentos orgânicos na alimentação da merenda escolar das escolas municipais, defender incentivos a agricultura familiar e se comprometer com a isenção de IPTU para áreas agrícolas da zona oeste da cidade.
O Freixo também foi o único a debater e denunciar os graves impactos socioambientais da atividade siderúrgica na Baia de Sepetiba, que ameaça a pesca artesanal, eleva os índices de poluição atmosférica, provocando aumento no número de vítimas de doenças respiratórias e dermatológicas na região, além se ser um setor carbono-intensivo. E assumiu o compromisso de rever as isenções tributárias dadas a empresa instalada na zona oeste da cidade, de R$ 500 milhões.
Eu fecho com Freixo porque o questionamento do modelo de desenvolvimento da cidade representa toda uma nova maneira de fazer política neste país e coloca a agenda de sustentabilidade no centro, e não na margem.
CRISTIANE FONTES É SOCIO-AMBIENTALISTA ESPECIALIZADA EM MUDANÇA CLIMÁTICA.