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motivo_32_/ POR UMA NOVA ATITUDE CARIOCA_/

O Rio precisa não de um Marcelo Freixo, mas de milhares. Cada vez que cresce, cada passo político que dá, é fonte de inspiração.
Conheço Marcelo desde 2001, quando vim ao Rio de Janeiro como pesquisador pela Anistia Internacional. Marcelo sempre foi o nosso contato principal na cidade, estava por dentro de tudo que tinha relevância para nosso trabalho. Em 2005, o ano da chacina da Baixada (que parecia o fundo do fundo do poço), saí da Anistia para morar e trabalhar no Rio. No mês da minha chegada, li uma entrevista em que Chico Buarque lamentava a falta de jovens interessados em mudanças sociais e políticas. Era como se uma geração inteira simplesmente tivesse desistido de acreditar.
Nestes anos tenho acompanhado Marcelo em algumas das suas andanças: pela carceragem da Polinter (agora extinta), pelos morros da Tijuca e até no Complexo do Alemão durante operação do BOPE em 2006.  Participar na trajetória do Marcelo e deste momento na história do Rio de Janeiro tem sido um grande privilégio. Pessoalmente testemunhei o crescimento da esperança e decência que pareciam perdidas. Apesar dos numerosos desafios pela frente, tenho certeza de que os piores momentos da cidade pertencem ao passado. A caminhada do Marcelo é prova disto.
Fecho com Freixo porque o Rio precisa não de um Marcelo Freixo, mas de milhares. Cada vez que Marcelo cresce, cada passo político que dá, é fonte de inspiração real e verdadeira para uma nova atitude carioca.
Fecho com Freixo pelo futuro.
DAMIAN PLATT É UM “INVESTIGADOR CULTURAL’. ALÉM DA ANISTIA INTERNACIONAL, JÁ TRABALHOU COM O AFROREGGAE, UPP SOCIAL E NO MORRO DA PROVIDÊNCIA COM MAURICIO HORA E O ARTISTA JR, VENCEDOR DO PRÊMIO TED 2011.