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motivo_27_/ PELO RESGATE DA CIDADANIA_/

Já fomos a capital mais politizada do país. Marcelo Freixo é o único canditado com força para reposicionar o Rio de Janeiro na vanguarda nacional.
Copa e Olimpíadas podem deixar um real legado para o Rio de Janeiro: o resgate da cidadania e a reestruturação da política local.
Vejo com muito entusiasmo a representação política da sociedade carioca, há cerca de 40 anos na UTI, demonstrar fortes sinais vitais. Nascido durante o regime militar, faço parte de uma geração que cresceu alienando-se à medida que assistia a decomposição política e econômica de sua cidade. No geral, participação política passou a ser sinal de ingenuidade e, na real, é vista apenas como jogo de interesses. Política virou sinônimo de pura picaretagem. Como auto-defesa, promovemos a anti-cidadania.
Algo nos fez esquecer que o Rio de Janeiro já foi a capital mais politizada do país. Atribui-se o suicídio de Getulio Vargas à enorme pressão popular. O seu sucessor, Jucelino Kubitschek, sequer dormiu uma noite no Catete, transferiu-se para as Laranjeiras antes da mudança definitiva para Brasília.
No abandono, após décadas na oposição, a governabilidade do Rio se deu graças às alianças com a contravenção. Mentiras e associações criminosas passaram a ser vistas como naturais, sustentáculos do jogo político. Populismo e cargos de troca, moeda padrão para ganhar eleição. Diante desse quadro, subtraia-se o cidadão carioca, que se auto-exilou da política. O o que sobra no setor público é a força do privado. Apenas um grande balcão de negócios, de cartas marcadas.
É evidente que a administração Eduardo Paes é de suma importância na história do Rio. Inaugurou uma nova fase da cidade, atraindo grandes investimentos, tantos interesses e tão diversos que acordou o gigante deitado. O despertar da cidadania carioca pode ser o seu principal legado.
Vivemos hoje um momento ímpar de impasse dos modelos tradicionais. Somos forçados a experimentar novos caminhos. A administração atual deu visibilidade para o Rio mas representa a ideologia neo-liberal, ocidental e em franca decadência. Eduardo Paes foi um captador fundamental para a primeira fase do projeto de um novo Rio. Para avançarmos precisamos de  mudanças estruturais, não basta o choque de fachada, de ideologia terceirizada.
Muito além do capital financeiro, a prefeitura do Rio deve dar o passo qualitativo que os desafios contemporâneos exigem. Faz-se urgente a participação de todos. Precisamos resgatar a ideologia como verdade política, um processo que deve começar nas cidades: de dentro para fora até alcançar a federação.
Hoje no cenário político nacional temos a oportunidade de ter o Freixo como candidado a prefeito do Rio: independente, combativo, humanista, visionário e com qualidades políticas que levantam as forças autênticas de transformação intrínsecas da sociedade carioca.
A cidade do Rio se apresenta com espantosa vitalidade no cenário nacional. Várias características nos diferem de outras capitais brasileiras mais conservadoras e uma delas é especialmente interessante. É corriqueiro ouvirmos críticas de que o carioca não convida para a própria casa. Na verdade, o carioca, na “rua” se sente em casa. Esse fato curioso atribui uma dinâmica social forte e inovadora à cidade. Profundamente contrastante com a anti-cidadania promovida ao longo desses anos.
Segundo o diretor paulista do Datafolha em entrevista recente “o carioca surpreende”. Na sua opinião teremos o segundo turno eleitoral porque gostamos de novidade. No entanto ele destaca como motivo a identificação de Marcelo Freixo ao personagem de Tropa de Elite.
É perfeitamente natural que a modernização da sociedade civil induza a da nossa classe política. Marcelo Freixo é fruto espontâneo desse movimento, único canditado que possui a força necessária para reposicionar o Rio de Janeiro na vanguarda nacional, elevando a Prefeitura do Rio ao nível da cidade.
DESIGNER ILUSTRADOR, MARCUS WAGNER É CARIOCA, BOTAFOGUENSE E MEMBRO DA CONGREGAÇÃO ALALAÔ.